segunda-feira, 26 de julho de 2021

Tuesday Tunes - Curiosidades sobre Mantra

Dia de saber mais sobre Mantra


🔹🔷 Mantra pode-se traduzir como vocalização. 

🔹🔷 A palavra compõe-se do radical man (pensar) + a partícula tra (instrumento). 

🔹🔷 Mantra é um meio de se alcançar a “supressão da instabilidade da consciência” (chitta vritti nirôdhah), denominada meditação, a qual consiste em estabilizar as ondas mentais.

🔹🔷 É fundamental que pertença a uma língua morta, sem tradução para que não seja alterado ou deturpado. Para o Yôga o idioma eleito é o sânscrito. 

🔹🔷 Os Mantras já foram uma fonte de referência e inspiração para músicas de artistas como por exemplo os Beatles que utilizaram o mantra "Jai guru deva om" no tema "Across the Universe" (1969). 

🔹🔷 Os mantras são vocalizados em ciclos de 108 repetições - um número muito especial tanto para a cultura vêdica como para o Hinduísmo e Budismo. 

🔹🔷 Os Japamala, colares de contas parecidos com os terços, são utilizados para contar o número de repetições sem dar aso a perder a concentração. Normalmente têm 108 contas. 


🔹🔷 "Shanti/Ashtangi" é a faixa número oito do álbum "Ray of Light" (1998) de Madonna. Compôs a canção em sânscrito baseada num Mantra já existente, pois era estudante de Yôga e cabala.

Já era fã destas músicas antes de sonhar o que era Yôga, esta filosofia prática de vida maravilhosa. 

Para ouvir 👇










🙋🏻‍♀️Adoro listas de Curiosidades! 
E vocês? 😀 

Escrevam-nos e partilhem mais curiosidades 👇


Beijinhos, 
Carlota 


quinta-feira, 22 de julho de 2021

Thursday Challenge- TAPAS

Bom dia!


Bem vindos a mais um desafio Swásthya!


Esta semana a proposta é um desafio cheio de TAPAS.


TAPAS é um Niyama, uma das 5 prescrições éticas segundo o Yôga de Pátañjali.


Os Niyamas referem-se ao que devemos fazer, a comportamentos e atitudes que estruturam a vida do praticante e como se relacionar consigo mesmo.
Tapas é auto-superação. 


É um observar contínuo do esforço sobre si mesmo. E este, consiste numa atenção constante para evoluir a cada dia aplicando-se a todas as circunstâncias.
É também humildade e disciplina, é motivação para ultrapassar obstáculos do caminho a que nos propomos. 


É manter-se leal e fiel ao Mestre e ao yôga que praticamos.


Devemos, no entanto, ter sempre em consideração o Preceito moderador: "A observância de tapas não deve induzir ao fanatismo nem à repressão e, muito menos, a qualquer ipo de mortificação"



Na nossa escola, estivemos novamente em época de exames, altura de grande superação para todos nós que culmina nesse momento, mas que é o resultado de um trabalho de auto-superação realizado ao longo de alguns meses.


É para este espírito de auto-superação que vos desafio esta semana, a darem sempre um pouco mais e um pouco melhor de vocês em tudo aquilo que fazem, até mesmo naquilo que pensam. Pensando melhor, fazemos melhor.


O desafio está lançado!!


Preparados para se auto-superarem?


Se quiserem saber mais e como ingressar nesta filosofia de vida que é o SwáSthya Yôga, podem entrar em contacto através do email: geral@yoga5deoutubro.org



terça-feira, 13 de julho de 2021

Tuesday Tunes - Mantra Shivaísta

 DIA DE MANTRA


O mantra do mês de julho é dedicado a Shiva, o criador mitológico do Yôga.


Estátua de Shiva no Templo Murudeshwar, na Índia



Nesta imagem encontramos uma estátua de Shiva no templo de Murudeshwar, em Karnataka no Sul da Índia, representado de forma imponente e realista com um fisico digno de um praticante de Yôga e de costas para o Mar Arábico.

Acredita-se que foi um indivíduo que viveu há mais de cinco mil anos na civilização do Vale do Indo, na Índia.

🔱 É o Deus da renovação, é ele que destroi mundos para os construir novamente, transformando-os.

A criação do Yôga, a prática que promove uma transformação física, mental e emocional, é atribuída a ele. 

Dedicamos-lhe as nossas práticas diligentes com o compromisso de a cada dia que passa evoluir e aprofundar os conhecimentos sobre a filosofia prática de vida que é o Yôga.

💠 Estamos inspirados?

💠 Vamos aprender a vocalizar?


Mantra:

ÔM namô, namah Shivaya,
namô, namah Shivaya



Aqui têm o mantra no youtube para ouvir e acompanhar:





A vocalização deverá ser realizada com muito bháva, sentimento! Conferindo-lhe força, pois sem bháva não será mantra. 

Bháva é também outro nome de Shiva... 😌

Espero que gostem! 

🙋🏻‍♀️Quem vai ouvir o mantra e praticar para vocalizar nas aulas?

👇Contem-nos tudo nos comentários em baixo


Podem encontrar este mantra e muitos outros no Spotify da Escola SwáSthya Yôga 5 de outubro.

Se ainda não seguem, basta clicar aqui.


Bons estudos e boa sorte aquem vai ter exames esta semana,

SwáSthya!

Beijinhos,
Carlota

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Inspiring Mondays - Família

 FAMÍLIA

Hoje quero falar-vos de família e do que ela representa para o indivíduo, para o coletivo e para a espécie.

No mundo animal vemos uma grande diversidade de modos reprodutivos e nalgumas espécies existe um senso de família com uma inteligência emocional e sentido de proteção das suas crias, enquanto que noutras nada disso existe.

Nos Seres Humanos a família é a base onde se fundam os alicerces para que a criança cresça saudável, feliz e onde os adultos vivenciam o seu relacionamento como casal e como progenitores.

O problema é que a maior parte das famílias são disfuncionais, doentes e os relacionamentos entre os seus membros são, muitas vezes, agressivos e isentos de compreensão e amor.

Estes relacionamentos espelham-se na sociedade e, por isso, vivemos numa sociedade doente e cheia de traumas. Numa publicação anterior já conversámos sobre traumas geracionais, portanto, não me vou alongar neste tema.

A chave para uma família feliz e equilibrada é todos terem o sentimento de Pertença. Todos nós precisamos de sentir que pertencemos a um grupo ou egrégora. Dentro desse grupo, além do pertencer, todos têm de saber muito bem qual o lugar que ocupam nessa árvore genealógica. Só assim o sistema familiar pode funcionar num círculo virtuoso em que cada membro alimenta o grupo e vice-versa.

O pai é o pai, a mãe é a mãe, os filhos são os filhos, os tios são os tios, etc. etc.  

Hoje quero contar-vos uma história que escrevi há algum tempo e que retrata muito bem o tema de hoje. Espero que gostem :) Chamei-lhe:

Uma História de Amor

"Era uma vez um albatroz e a sua companheira albatroza. Conheceram-se ainda jovens e apaixonaram-se um pelo outro.



Todos os anos e, durante muitos anos, encontravam-se numa ilhota tipo penhasco que se erguia abruptamente no meio de um enorme oceano.

Cada um deles, percorria milhares de quilómetros para o encontro anual de albatrozes, satisfazendo assim o apelo da Mãe Natureza da nidificação.

Faziam o ninho sempre no mesmo sítio e todos os anos tinham uma e apenas uma cria que era criada com todo o desvelo e carinho. Depois dela estar autónoma cada um partia à descoberta do mundo, não sem antes prometerem um ao outro que se encontrariam no ano seguinte no lugar do costume.

Um dia no início da Primavera, rondavam eles a linda idade de 30 anos, encontraram-se mais uma vez naquele rochedo a que se chamavam ninho. A alegria de se reverem estava bem espelhada nos seus toques de cabeça, carícias e pios agudos. Com muito carinho o macho fecundou a fêmea e passadas algumas semanas nasceu um lindo bebé albatroz de plumagem fofa como o algodão. 

Lindo e esfomeado! O oceano não era muito abundante em peixe, por isso, os pais tinham de percorrer muitos e muitos quilómetros para trazer alimento à cria que ia crescendo forte e feliz...

Passados 6 meses e depois de muitas lições dadas pelos pais o pequeno saiu do ninho de vez e começou a voar!

Este era o mais forte e bonito de todos os bebés que eles tinham criado. Viram-no a voar fazendo alguns círculos à sua frente, sobre o mar, agitando as asas como que a mostrar as suas habilidades aos pais e num último voo, num aceno de despedida, afastou-se voando para longe preparado para fazer o que a Natureza esperava dele: voar, viver, aprender, reproduzir-se, voar, viver, aprender e, um dia, morrer.

Os pais albatrozes olharam um para o outro numa profunda cumplicidade, trocaram algumas carícias, abriram as asas e voaram juntos em direção ao pôr-do-sol..." 

Esta é uma história simples e simples deviam ser os nossos relacionamentos familiares.

Há muita dor, muito trauma e muita violência, mas estou convicta de que muitos e muitos de nós já estão a trabalhar nestas curas, através da tomada de consciência de que existem estes problemas e, depois, mudando padrões emocionais, mentais e comportamentais. 

Na nossa Escola procuramos implementar todas estas reeducações para que a Nova Humanidade possa emergir de famílias saudáveis, conscientes e felizes. 

Hoje a minha filha Sofia completa 38 anos e é um orgulho para mim e para a nossa família. É a ela que eu dedico esta história e esta publicação.

Parabéns minha albatroza que voas tão bem :)

geral@yoga5deoutubro.org

@zeliadesousacs



sábado, 10 de julho de 2021

Share & Care - Breath

Olá a todos! Esperamos que estejam bem e preparados para a nossa partilha de hoje.

Esta semana, no desafio lançado no nosso blogue, sugerimos que se focassem nas técnicas de reeducação respiratória. De facto, a respiração assume um papel vital na nossa vida, mas temos tendência a desvalorizá-la de tão automatizada que está.

Por ser este um tema de tão grande importância, voltamos a falar-vos dele na nossa partilha de hoje. Uma boa leitura para o fim-de-semana, não sabe o bem que lhe fazia!

Há uns tempos o nosso querido Mestre DeRose, aconselhou a leitura do livro “Respira”, “Breath” no seu nome original, do autor James Nestor. Neste livro, podemos despertar para uma respiração consciente aumentando o nosso bem-estar e saúde. O autor baseou-se em estudos recentes realizados nas áreas da bioquímica, da pneumologia e da fisiologia. É a nossa sugestão para um fim-de-semana de leitura e para que comecem a vossa autotransformação através dos pequenos/ grandes gestos do dia-a-dia.

Como o próprio autor sugere “Respire fundo – leia com atenção – e transforme a sua vida!”

Bom fim-de-semana,

Se quiser saber mais sobre respiração entre em contacto connosco

Bárbara (@basi.yoga)



quinta-feira, 8 de julho de 2021

Thursday Challenge Reeducação respiratória

Olá!

Já tinham saudades de um novo desafio? Aposto que sim, por isso vamos lá!

E começamos a respirar! Sim, leram bem, a respirar. Já falámos sobre a respiração noutras ocasiões, hoje vamos aprofundar um bocadinho.

 Parem uns segundos para perceberem que estão a respirar. No dia a dia nem nos apercebemos desta nossa função vital pois é automática, mas pode ser controlada, reeducada e melhorada!

Já perceberam a vossa respiração? Então foquem-se no movimento do vosso corpo ao respirarem, que partes se movem? O peito? O abdómen?

Depois de perceberem isso, ao inspirar levem o ar somente para a parte baixa dos pulmões expandindo o abdómen. Então o ar entra e o abdómen expande, o ar sai e o abdómen contrai naturalmente. Continuem, lenta e profundamente apreciando e percebendo cada fase da respiração e o movimento do corpo.

 E porque começar por levar o ar para a parte baixa dos pulmões quando a maioria das pessoas respira elevando o "peito", que é a parte alta destes?

Porque a respiração abdominal constitui 60% da nossa capacidade pulmonar e a alta apenas 10% sendo por si só uma respiração superficial . Desta forma, ao fazermos a reeducação respiratória vai resultar numa melhor e maior oxigenação de todas as celulas do nosso corpo.

Respirar pela parte alta do peito, está também associado a estados de nervosismo, angústia e stresse em demasia, fazendo-nos respirar de forma mais ofegante pois não estamos a suprir o nosso corpo com o oxigénio necessário para enfrentar esse estado emocional. 

Respirando pela parte baixa dos pulmões permite-nos não só fornecer mais oxigénio ao organismo mas também reduzir essa estados negativos, acalmando-nos uma vez que desencadeia estados de serenidade e realização pessoal. Esta é também a respiração que adotamos, sem saber, quando estamos a dormir ou a descansar. Devemos de forma consciente usá-la no nosso dia a dia para aumentarmos a nossa capacidade pulmunar.

Para vos ajudar a perceber o movimento do abdómen, podem colocar as mãos na barriga uma em frente à outra com os dedos medios a tocarem-se para sentirem que estes se unem e afastam com a respiração.

Podem ficar sentados ou em pé  com as costas direitas ou então deitados.

Respirem e aproveitem este momento de auto-conhecimento.

E já sabem: contem-nos como se sentiram! 

É bom respirar não é?

Se quiserem saber mais sobre reeducação  respiratória e como ingressar nesta filosofia de vida que é o SwáSthya Yôga, podem entrar em contacto através do email: geral@yoga5deoutubro.org



Thursday Challenge by Ana Moutinho


domingo, 4 de julho de 2021

YAM SUNDAYS

 Gaspacho à alentejana

    O Verão pede um gaspacho. Existem muitas maneiras de fazer gaspacho e é um prato típico em Portugal, sul de Espanha e outros países da América central e México. O gaspacho à espanhola (ou à andaluza) é triturado, num creme frio, e o gaspacho português apresenta-se com os legumes cortados em pequenos cubinhos. No Algarve não se usa batata cozida, mas no Alentejo sim.

    Este é um prato muito fácil, rápido, barato e saboroso de confeccionar, ideal para dias quentes.    Por estas razões era um prato consumido por essencialmente por camponeses. Originalmente o gaspacho seria um prato árabe, sem tomate, consistindo em sopas frias de pão, alho e vinagre. E só alguns séculos depois da chegada do tomate à Europa é que este foi incorporado neste prato, tornando-se o ingrediente principal.

    A experiência torna-se ainda melhor se puder colher os tomates e pepinos (ou até os alhos e as batatas) da sua própria horta. :)




Ingredientes (para 3 ou 4 pessoas)

  • 3 dentes de alho (a gosto)
  • 6 batatas médias cozidas e arrefecidas
  • 4 tomates grandes maduros e doces
  • 2 pepinos sem casca
  • 1 pimento vermelho
  • orégãos a gosto
  • sal a gosto
  • gelo e/ou água bem fria a gosto
  • sobras de pão seco ou pão torrado
  • azeite
  • vinagre a gosto

  1. Esmagar com um garfo os dentes de alho contra o fundo de uma taça grande. Também há quem use um almofariz.
  2. Cortar os tomates, pimento e pepinos em cubos bem pequenos.
  3. Colocar a batata no fundo da taça, os tomates e os pepinos cortados, os temperos todos e juntar água fria e gelo.
  4. Misturar durante alguns minutos e deixar repousar outros tantos.
Bom apetite! :)